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Morte de Benedetti

Archivado en Em língua portuguesa. • Fecha: 22-05-2009 09:26:44

Enviado por Alejandro Drewes

De Francisco Garcao


Lamento o falecimento de Mario Benedetti, cuja obra conheço mal, infelizmente.
A morte de alguém, nomeadamente um artista e pessoa digna, é sempre dolorosa.
 
Como homenagem mínima, mando esta Elegia, que tem a ver com um pintor que conheci e que morreu infaustamente.
 
 Pois a morte de um autor é um pouco a morte de todos...!  PALETA                                                                          ao pintor António M., falecido por conta própria  Existe - pensa ele - um sítio demasiado imóvel(as sombras teriam sido azuis, se acasonão se tivesse lido a página ao lado)  recantoabsolutamente adormecido. Mas Antóniocom o tal efeito de plenituderesistindo ao calor, olhando devagara mosca no horizonte, o cheiro do estrumeantes de se estender de novo na cadeirade braços - sabe que não passou viv’alma por ali.É fácilé comoventeficar-se na varanda para um outro destinoenquanto o tecido de algodão se cola à pelee a mão afaga algures uma nesga sombriaentre o ombro e a virilha. Assim como assimnão é possível fingirobrigar o palato, nas trevas, a servirde vitoriosa encenação de mais um erro. Equívocoscores entre comas, tal qual um gesto infalível- o que pode chamar-se   sem resposta. Um traçoum traço apenaspercorrendo a ilusão cheia de solde casas, nomes, vozes mortas. António olha de novo indistintamente-         o mínimo movimento seria decerto o fim. Nicolau Saião in “Flauta de Pan” 
 
 O abraqson firme do
 
 ns.
 
 

Escrito por Carmiña Candido Daverio
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