FotoDiario de un Peatón
Crónicas de AmalioVilla,
o la vida en fotos y palabras.
·>>··· aviso de actualización ···<<·
www.amaliovilla .com
Últimas Entradas:
" El Castillo"
"Hotel, Dulce Hotel"
"Divagues del Peatón"
" Karaoke"
"Amarilla Flor "
click en cada uno para leer
--
·················································
Sergio Sebastián Ledesma
·················································
www.amaliovilla.com
----------------------
PUBLICADO EM VEROPOEMA EM 23/09/07
http://www.veropoema.net/interna.php?page=5&action=show&id=688
5 poemas de Cláudio Portella
UNIVERSAL
Chove
Chove, o cheiro de terra molhada
Só o cheiro da terra molhada é universal
O cheiro de terra que sinto agora no Nordeste
eu o sentiria em Pequim
Nem a chuva é universal
Só o cheiro da terra é universal
A terra que carrego nas unhas
A terra em que se plantando tudo dá
Nem a terra é universal
Só o cheiro é universal
O poema que carrego nas costas
Nem ele é universal
Escrevo para os meus pares
O agricultor rural
que masca fumo e bebe pinga no mercado
Só o cheiro da terra molhada é universal
Nem as lágrimas são universais
Só o cheiro da terra molhada
Chove
Motivo Indiano Antiquíssimo (M.I.A)
De vez enquanto alguém M.I.A
no meu ouvido
e eu percebo na estampa do seu vestido
que não posso
Não posso
continuar a vestir-me
A não ser me distrair
daquilo que não sei fazer
sozinho
Se não sei fazer só
não vale a pena fazer a dois
E eu ergo a taça de veneno indiano
brindando nossa união antiquíssima
- A nós
- Dois!
SONETO
Tristeza e alegria,
não me meto.
Pois isso varia.
Soma não é soneto.
Espero pelo tempo
da poesia não mais ter simetria.
E que a gente possa sem forma e momento,
falar sobre o real e a fantasia.
Busco uma trilha sem rumo,
onde se come e não rumina.
Poesia não é estrume.
Rompe-se amarras.
Copiam-se chaves.
A poesia tem assas.
Fodaleza
a Poesia Marginal
Fodaleza, tende piedade de mim
não tenho mais idade de fugir
de morar onde não moras
Pois, só perdes para jacaré no pinote
E eu sumo-sacerdote
adoeço se não ouvir “Surra de Chicote”
no décimo andar do Jalcy
Fodaleza ...
Pólvora
Casa nova
mobília em caixas de papelão
ainda empilhadas na sala
Displicentemente você me pergunta:
“aonde boto a T.V.?”
Inadvertidamente eu respondo:
“no lado zen da vida”
Pra que!
Cláudio Portella é escritor. Nasceu em Fortaleza em 1972. Autor de Bingo!(Porto – Portugal: Editora Palavra em Mutação, 2003) e de Os Melhores Poemas de Patativa do Assaré (São Paulo – SP: Global Editora, 2006). Seus trabalhos estão traduzidos em vários idiomas. Figura em mais de 30 antologias literárias, entre nacionais e estrangeiras. O escritor é publicado em inúmeras revistas, jornais, suplementos, revistas eletrônicas, sites, blogs e flogs. Contato: clautella@ig.com.br
--------
Malambas
http://malambas.blogspot.com/
Quando se junta uma amálgama de palavras, um conto ou um poema podem sempre emergir. A sua divulgação fará que não morram esconsos numa escura e funda gaveta. Daí que às minhas palavras quero juntar as de outros que desejem participar. Os meus trabalhos estão publicados sob o pseudónimo: "Lobitino Almeida N'gola". Notem nos nomes.
Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Pólvora
"Bromélia"
(Aguarela de Francisco Gomes Amorim)
Pólvora*
Casa nova
mobília em caixas de papelão
ainda empilhadas na sala
Displicentemente você me pergunta:
“aonde boto a T.V.?”
Inadvertidamente eu respondo:
“no lado zen da vida”
Pra que?!
*Cláudio Portella*
*(poeta brasileiro; poema retirado daqui)
Etiquetas: Brasil, Cláudio Portella